Quinta-feira, 24 de Outubro de 2013

Nar'the II - A Lenda dos Caídos

Olá pessoal, hoje trago-vos um excerto de uma trilogia que ando a escrever: A Arca de Nar'the.

O que irão ler a seguir é o primeiro capítulo do segundo livro.

 Notas: isto passa-se no planeta Nar'the, que pertence ao Sistema Solar Mandira.

Eratria e Echrost são duas ilhas que existem em Nar'the.

Eratria é basicamente uma ilha de servos e Echrost é o Inferno, só que ao invés do que temos como fé no nosso planeta que o Inferno é um local não fisíco, em Nar'the, o Inferno é - espero que tenham percebido.

 

 

I

Num quieto e ansioso silêncio só se faziam ouvir uns murmúrios acerca da acusada, esperando que o juiz finalmente pronunciasse a pena de uma das maiores criminosas de Eratria. Encontravam-se, naquele velho tribunal, somente as figuras políticas e policiais enquanto no recinto a multidão ansiosamente esperava que a palavra morte fosse pronunciada.

- Lyarist Eleicis ser-lhe-á atribuída a sentença de morte – vociferou o juiz, evitando olhar para ela – será executada ao anoitecer.

Ela que estivera o tempo todo cabisbaixa, escondendo o seu rosto, soltou um riso baixo.

- Nunca me apanharão… - sussurrou, levantando de seguida o seu rosto. Fixou o seu olhar no juiz. – enquanto estiver viva.

Mal acabara de pronunciar a última palavra, os guardas que a agarravam pelo braço tombaram e as algemas, que a mantinham prisioneira, caíram juntamente com eles. O pânico apoderou-se dos rostos de quem estava presente ao vê-la livre e os guardas mortos.

Automaticamente, os restantes polícias que ali se encontravam agarraram nas suas armas e saltaram para acção. Lya, sempre com o seu sorriso característico nos lábios, calmamente retirou os punhais cravados na pele dos guardas e manteve-se quieta. Ao avistar os dois primeiros aproximarem-se dela, preparou-se. Agachou-se no preciso momento em que estavam cara-a-cara e se preparavam para lhe bater na cabeça e então, acertou-lhes em cheio nos pulmões. Agarrou de imediato um dos corpos sem vida e utilizou-o como escudo para se proteger das balas até conseguir esconder-se por detrás da mesa de audiência. As balas continuaram a voar até o seu barulho se desvanecer por completo. Levantou-se e expôs o seu novo escudo aos polícias, atirou o cadáver do juiz repleto de balas e riu. Os sobreviventes recuaram, afastando-se da mesa de audiência.

- Já acabaram?

Num salto, colocou-se á frente deles.

- E agora? - olhou-os, sorrindo. Ao observarem-na, testemunharam a sua incrível beleza, notaram que ela possuía algumas feridas superficiais, que ela escondia rapidamente, mas nada que a fizesse abrandar e questionaram-se como teria sido possível ela ter assassinado todos em questão de segundos. Temeram a sua inevitável morte, e com as forças que ainda lhes restavam nos seus corpos débeis, avançaram. Cada esquiva sua, equivalia a uma morte. Depressa o tribunal tornou-se um retrato colorido de vermelho.

- Vemo-nos em Echrost – riu, ajeitando os seus cabelos ensanguentados.

publicado por Ar às 17:15
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De hope a 3 de Novembro de 2013 às 12:50
Acho que ao ponto em que cheguei, só mesmo o tempo para ajudar.


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